Potencial de Roraima é atrativo para produtores rurais que buscam crescimento

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Roraima é considerada a última fronteira agrícola do Brasil por empresários rurais. Isso porque especialistas confirmam o clima favorável do Estado, a luminosidade (importante a fotossíntese) e a possiblidade de duas safras por ano. Outro ponto é a entressafra diferente do restante do País, com solos planos para mecanização e chuvas regulares. Com todos esses atributos positivos, a expectativa de grãos de soja para setembro, segundo a Comissão Organizadora da Colheita da Soja (Coc Soja), é de 90 a 100 mil toneladas, superando os números do ano passado. A lavoura mostra caminhos promissores, por exemplo, para cada 25 hectares plantados, é gerado um emprego direto. Atualmente são mais de mil pessoas empregadas no cultivo do grão.
 
“O nosso estado plantou 32 mil hectares de soja esse ano, com produtividade média de 3 toneladas por hectare. A lavoura é grande geradora de empregos. A cadeia produtiva da agropecuária em Roraima movimenta a economia em mais de meio bilhão de reais, se contarmos com todas as culturas produzidas”, contou o empresário rural Antônio Denarium, também presidente da COC Soja.
 
Segundo Denarium, a boa nova advém do setor primário e que envolve a exportação da soja. “Eu tenho certeza que a vocação do nosso estado é produzir alimentos e vale a pena ressaltar que a soja é o principal deles para a exportação hoje”, complementou.
 
Atuante no ramo de veículos, Victor Hugo Castro Perin, também enxerga no agronegócio a oportunidade de desenvolvimento. “Nós que somos empresários em Roraima sabemos que o agronegócio é o motor que vai alavancar o nosso estado. Não só gera riqueza para o próprio setor, mas no comércio como um todo, então com o agronegócio crescendo, empresários de todos os ramos vão se beneficiar”, acredita.
 
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Roraima (FAERR), Sílvio de Carvalho, vê com bons olhos o momento da produção de grãos, pois ajuda a tirar o Brasil da crise econômica, além do que a cadeia de produção da soja mostra boas perspectivas para empregos.
 
“Entre os empregos gerados pelo ciclo econômico estão tratoristas, colhedores, motoristas de caminhões, cozinheiras, diaristas e trabalhadores das fazendas. Todo trabalho possibilita o aumento do potencial de plantio em Roraima, que pode chegar a 2 milhões de hectares”, ressaltou Carvalho.
 
Um desses empresários que apostou em Roraima é o catarinense Geraldo Falavinha. De origem italiana por causa dos avós e dos pais, trabalha como agricultor desde que ‘se entende por gente’, como ele mesmo diz.
 
O produtor saiu da terra natal, em Santa Catarina, em busca do único sonho: ter boa terra para investir em grãos. “Eu tinha visão de crescimento e Santa Catarina não oferecia isso, porque não tinha terra para expandir”, explicou o agricultor, que de lá, passou por Minas Gerais, Goiás, começou a se desenvolver em Mato Grosso e, finalmente, se firmou em Roraima há cinco anos.
 
A largada da colheita 2017 da soja será na Fazenda Tucumã, na região do Taiano, no município de Alto Alegre, a 77 km da capital Boa Vista, no dia 2 de setembro, às 8h. É nesta fazenda que Falavinha, ao lado da esposa Sueli Desorte, do neto Mateus e de outros familiares, toca uns dos principais atrativos de Roraima: o plantio da soja. Ele relembra que ao lado dos outros dez irmãos e os pais, trabalhavam em agricultura familiar, realidade de muitos brasileiros que vivem do agronegócio. “Naquele tempo, a gente tinha que trabalhar na propriedade onde morávamos. A gente ia para escola pela manhã e pela tarde íamos para a roça junto com os pais”, detalhou.
 
Ao chegar em solos roraimenses, viu a grande oportunidade de desenvolvimento. “Aqui tem terra boa, com bom preço, propícia para agricultura, com bastante chuva e sol. Tudo isso faz a gente vislumbrar o futuro para essa região”, disse. Falavinha revela que o único problema que ele enfrenta atualmente é com o número de maquinários disponíveis no mercado local, mas acredita ser algo temporário. Grande parte dos equipamentos traz da outra fazenda em Mato Grosso.
 
“Ainda tem demanda de insumos e muita necessidade de máquina. Não tem a quantidade necessária, mas acredito que isso virá com o desenvolvimento das áreas. Precisamos ampliar para que isso possa vir”, pontuou o agricultor.
 
A vantagem da entressafra roraimense permite com que o empresário consiga produzir durante o ano todo, pois quando termina a colheita em Roraima ele desloca os maquinários para o Mato Grosso – onde tem outra propriedade – e pode continuar a plantar e colher, intercalando o lucro.
 
Entre os equipamentos necessários para desenvolver a produção estão: oito tratores, cinco plantadeiras, a máquina para espalhar adubo, cinco colheitadeiras, pulverizador, quatro caminhões e a balança de 30 metros com capacidade para medir 100 toneladas. O trabalho do seu Falavinha, assim como de outros agricultores da região, gera lucro, emprego e desenvolvimento para Roraima.
 
A programação para Abertura Oficial da Colheita da Soja 2017 está marcada para o dia 1/09, no auditório do CAF da UFRR, com duas palestras sobre o assunto. Uma sobre Mercado com professor doutor Miguel Biegai. A segunda com o climatologista Augusto Felício. No dia seguinte (2) ocorrerá o Dia de Campo na Fazenda Tucumã.
 
 

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