Pastor Isamar Ramalho

Entidades e igrejas se unem para APAC

Diversos órgãos, entidades e denominações religiosas se uniram para criar em Roraima a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC). Uma audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (22) vai discutir os detalhes da implantação da associação no estado. A iniciativa conta com a adesão de intelectuais, estudiosos da segurança pública, defensores públicos, procuradores, pastores e representantes de outros diversos segmentos da sociedade roraimense.

O pastor Isamar Ramalho, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Roraima, é um defensor e entusiasta da criação da APAC. Em entrevista exclusiva à nossa reportagem sobre o assunto, Isamar afirmou que a denominação foi convidada, como instituição civil e religiosa, a participar da criação da associação. “Ei fiquei muito feliz em ser convidado para participar dessa iniciativa”, disse.

Conforme contou Isamar Ramalho, no primeiro momento ele achou que a APAC era mais uma ação com o objetivo de proteger os criminosos em detrimento da sociedade que se mostra encurralada pelo crescimento da violência, mas, ao estudar o assunto e visitar a sede da Associação em Itaúna (MG), sua percepção acerca do projeto mudou completamente.

“Eu entendo que todas as vezes que nós tratamos os presos com dignidade, a sociedade toda ela é beneficiada. Quando os detentos são tratados com dignidade, cumprindo a sua pena com integralmente, ele não vai se rebelar nem vai querer fugir nem causar pânico na sociedade”, afirmou.

O líder religioso disse que ao compreender a dimensão e finalidade do projeto, decidiu inserir a Igreja Assembleia de Deus no processo de criação da APAC em Roraima. Para ele, este é um projeto que vai ser positivo para a comunidade roraimense. “Por isso, eu me juntei a outras igrejas, à Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania), à Defensoria Pública, ao Ministério Pùblico e à Universidade Federal de Roraima (UFRR) para criar a APAC aqui no estado”, explicou.

Isamar afirmar que cuidar dos necessitados, dos encarcerados, além de ser um dever de cidadão para a construção de uma sociedade  menos violenta, é  também um ensinamento bíblico. “Jesus nos ensinou que nós devemos cuidar dos presos e de sua família”, frisou. “Sem dúvidas nenhuma, depois de criada a APAC teremos certamente mais paz no sistema prisional de Roraima”, destacou.

A defensora pública Vera Lúcia Pereira é uma das principais entusiastas da APAC. Em entrevista concedida à Folha de Boa Vista no mês de junho último, Vera Lúcia disse que “se a LEP (Lei de Execuções Penais) fosse cumprida à risca, teríamos o sistema prisional mais eficaz do mundo, mas o que ocorre é justamente o contrário”. A defensora afirma que o sistema penitenciário em Roraima e no Brasil tem falhado no seu papel de ressocializar os detentos.

Saiba mais sobre a APAC

A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que se dedica à recuperação e reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade, bem como socorrer a vítima e proteger a sociedade. Opera, assim, como uma entidade auxiliar do Poder Judiciário e Executivo, respectivamente na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade. Sua filosofia é ‘Matar o criminoso e Salvar o homem’, a partir de uma disciplina rígida, caracterizada por respeito, ordem, trabalho e o envolvimento da família do sentenciado. (Fonte: Site Âmbito Jurídico)

Com reportagem de Luiz Valério

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