A obra do CAPS de São Luiz está parada

Obra do CAPS de São Luiz nunca saiu do papel

Algumas obras de extremo interesse social são esquecidas pelo poder público em todos os municípios de Roraima e sequer saem do papel. Uma delas é a construção de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em São Luiz. Orçado em R$ 813.03 mil com recursos do Ministério da Saúde, o CAPS nunca foi construído. Quando assumiu a prefeitura, James Batista (PMDB) disse que várias obras que foram deixadas inconclusas pela gestão do ex-prefeito Edson Leite seria retomadas. O Centro de Atenção Psicossocial seria uma delas. No entanto nada foi feito até agora.

A reportagem do Jornal Roraisul visitou o local onde deveria ter sido construído o CAPS em São Luiz e constatou que lá ainda está apenas o terreno sem nenhum indício de construção. Na frente da área destinada ao CAPS repousa, afixada e esquecida, a placa indicativa da obra onde está estabelecido o prazo de 210 dias para a execução dos trabalhos, que deveriam ter sido iniciados no final de outubro de 2015.

Quando ainda estava à frente do governo municipal, o ex-prefeito Edson Leite tinha como principal opositor o então vereador Elias Beschorner (Chicão), atual vice-prefeito de São Luiz, que era contra a construção do CAPS naquele local. Em entrevista ao Jornal Roraisul, em julho de 2016, Chicão chegou a afirmar que aquela obra era desnecessária e que o município tinha outras prioridades.

Segundo o entendimento do então vereador Chicão, no local destinado à construção do CAPS deveria ser construído uma espécie de mercado municipal para dar apoio aos produtores rurais que trazem seus produtos para vender na cidade. Chicão disse que “não vai ser uma obra como essa que vai resolver os problemas do município”.

O atual vice-prefeito disse à época que o município precisava de uma administração investisse de forma séria e planejada na agricultura. “Aquele é o espaço ideal para ampliar a nossa feira”, argumentou à época. De tão contrário à construção do CAPS, Chicão chegou até mesmo a pedir o embargo da obra ao Ministério Público. Na ocasião, o promotor Antônio Carlos Scheffer disse ao Jornal Roraisul não ver motivos para embargar uma obra importante para a sociedade como aquela.

Há alguns meses, os conselheiros tutelares de São Luiz demonstraram preocupação, em matéria publicada aqui no Jornal Roraisul, com o crescente envolvimento de adolescentes do município com as drogas. De acordo com o relato dos conselheiros, são muitos os jovens do município que fazem uso de entorpecentes e de álcool. Esse é o público que precisa de atendimento no Centro de Atendimento Psicossocial.

Os conselheiros tutelares se sentem de mão atadas, pois o município não dispõem de nenhuma iniciativa voltada para a juventude, que os ajude a resgatar os jovens das drogas. Enquanto isso, o CAPS segue sem ser construído e o terreno está lá sem ser aproveitado. Nem Centro Psicossocial nem espaço para produtor. Só as marcas do descaso.

Com reportagem de Luiz Valério

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