Caminhoneiros de Roraima aderem à paralisação e pedem soluções do Governo

A greve dos caminhoneiros chega ao terceiro dia e o governo não se mostra capaz de chegar a uma decisão consistente sobre como lidar com a situação.Em Roraima, desde a tarde da quarta-feira (22), os trabalhadores do setor tem como local da manifestação a BR-174. No trecho ocupado pela manifestação, apenas carros de passeio, transporte de passageiros, ambulância e veículos de menor porte podem transitar normalmente.

Gabriel Prado, organizador do protesto em Roraima, reitera os motivos que levaram a manifestação aqui e em todo o Brasil. “A paralisação acontece em prol da redução do valor do combustível e impostos sobre ele. Esperamos diálogo com o governo para melhorar a situação”.

Aquila Costa, também da organização do protesto, conta que o protesto é pacífico. “Quem passa por aqui e não entende o porquê da paralisação, nós paramos, explicamos e convidamos a aderir. Sabemos que não são só os caminhoneiros que estão sendo afetados, por isso é impotente que as pessoas saibam do que se trata”.

A Polícia Rodoviária Federal – PRF tem acompanhado de perto a paralisação dos caminhoneiros na BR-174, para garantir a segurança de quem protesta e de quem circula pela rodovia.

Até as 5h da manhã de hoje, ainda era possível que caminhões com cargas não essenciais circulassem pela estrada. Após este horário, independente da carga, nenhum caminhão pode circular na rodovia.

A Petrobras informou que sua diretoria executiva, em reunião realizada na tarde de ontem, decidiu reduzir em 10%, equivalente a R$ 0,2335 por litro, o valor médio do diesel comercializado em suas refinarias. Na prática, a redução não traz benefícios consistentes aos caminhoneiros, visto que a redução só valerá para os próximos 15 dias.

Enquanto o protesto continua, os manifestantes da BR-174 fazem o convite a quem sentir que deve aderir ao movimento e pedem a colaboração de quem puder levar água e mantimentos para os trabalhadores paralisados na rodovia.

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