Após indicação de Chico Mozart, Casa da Mulher Brasileira será inaugurada

Com investimentos na casa de R$ 9 milhões, está em fase de conclusão das obras da Casa da Mulher Brasileira.  A unidade teve as obras paralisadas há dois anos e, após indicação do deputado estadual Chico Mozart, o projeto foi reativado pelo Governo do Estado de Roraima, por meio de convênio com a União. As futuras instalações funcionarão no bairro Mecejana.

Em um momento em que se discute a violência contra a mulher, a Casa da Mulher é uma inovação no atendimento humanizado às mulheres. São mais de três mil metros quadrados que vão abrigar a Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres, Defensoria Pública, Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Ministério Público.

“Acredito que chegamos ao limite da tolerância da violência contra a mulher. Viemos de uma cultura que estabeleceu desigualdades e que refletem até os dias atuais na violência doméstica e sexual”, destacou Mozart. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Roraima registrou a maior taxa de mulheres assassinadas da região Norte entre os anos de 2004 e 2014.

“Para enfrentar estes números requer a adoção de políticas públicas que atuem na diminuição de ocorrências”, disse o deputado ao citar o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), órgão da Assembleia Legislativa de Roraima, como uma das ações no combate a casos de lesão corporal, maus-tratos, sequestro, tentativa de homicídio e homicídio que reforçam as estatísticas;

A Casa da Mulher Brasileira reúne acesso a acolhimento e triagem, apoio psicossocial, alojamento de passagem, central de transporte e brinquedoteca para crianças de até 12 anos que acompanham as vítimas. As obras devem ser finalizadas no prazo de 45 dias e a inauguração será feita após a chegada dos equipamentos que compõem o centro.

Para o deputado, o pensamento social de que crimes como estupro sejam praticados por culpa da vítima por comportamentos, como modo de se vestir, ou silêncio no âmbito familiar devem ser revistos urgentemente. A alteração da lei, o oferecimento de serviços para a vítima não diminuem o aumento progressivo da violência. “A violência está presente de maneira silenciosa. É preciso que todos tenham um envolvimento para termos uma mudança de comportamento da sociedade”, conclui o Chico Mozart.

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